Os dois transtornos do sono mais comuns são insônia e apneia do sono. Estima-se que a prevalência de insônia crônica varie entre 6% e 18% da população geral¹ e a pandemia fez esses índices dobrarem em algunspaíses. Por outro lado, síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) ocorre em um terço dos brasileiros² e o ganho de peso é um fator de risco importante nesse processo, o que também aconteceu durante a pandemia.
A maioria dos pacientes que sofrem de insônia crônica manifesta alguma associação com condições médicas, uso de substâncias ou outros transtornos de sono.Transtornos mentais apresentam elevada prevalência de comorbidades com a insônia, sendo a depressão e a ansiedade os mais importantes.³
O tratamento conjunto das comorbidades é essencial para promover bom prognóstico e prevenir recaídas. Há evidências crescentes da coexistência de insônia e apneia obstrutiva do sono (AOS), dificultando o manejo e a evolução desses pacientes.³ Entre aqueles com insônia, 29% a 67% têm AOS.4 Entretanto, na prática clínica, são muito comuns o subdiagnóstico e o tratamento inadequado da insônia.
CASO CLÍNICO
Identificação
C. G. S., sexo feminino, 61 anos, casada, professora do Ensino Fundamental aposentada.
Queixas principais
Insônia e ansiedade.
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