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Explicações reducionistas no discurso científico sobre o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade desde 1950 (Fabíola Stolf Brzozowski)

AUTORA Fabíola Stolf Brzozowski ORIENTADORA Professora Doutora Sandra Caponi PROGRAMA Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, da Universidade Federal de Santa Catarina, para a obtenção do título de Doutora em Saúde Coletiva. Linha de pesquisa: Epistemologia e saúde. LOCAL E DATA Florianópolis, SC – 2013 Dedicatória Para José e Marisa Agradecimentos Gostaria de agradecer, primeiramente, à minha orientadora, Sandra Caponi, pelo apoio, orientação e pela amizade ao longo desses anos. É uma honra e um privilégio trabalhar com você. Espero continuar essa parceria por muitos outros anos. Agradeço aos membros da banca, que se disponibilizaram a ler este trabalho e aceitaram contribuir com ele. Ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e aos professores que fizeram parte dessa tese, especialmente àqueles que me ajudaram no período em que minha orientadora esteve fora do país. Às minhas amigas Rita, Ana, Giovana e Silvia, pelo carin...
Mulher, 32 anos, parda, foi encaminhada com diagnóstico de anemia resistente ao tratamento com sulfato ferroso (2 comprimidos/dia/2 meses), sem outras manifestações. Gesta V Para IV Abortos I, partos normais sem intercorrências. Nega menorragia. A mãe e uma tia materna já apresentaram anemia.
Exame físico: mucosas descoradas 2+/4+, Hemograma: Hb = 8,6 g/dl; VCM = 66 fl; HCM = 20 pg; glóbulos brancos = 3.900/mm3. neutrófilos = 2.100/mma; plaquetas = 493.000/mm3; reticulócitos = 1%.
a) trata-se, provavelmente, de anemia ferropriva, cujo tratamento e correção da causa não foram feitos de modo adequado.
b) deve-se afastar b talassemia.
c) deve-se descartar hipoplasia da medula óssea, pois, além da anemia, há neutropenia.
d) para o diagnóstico são obrigatórias a dosagem de ferro sérico e a eletroforese de hemoglobina.
e) a plaquetose pode estar associada às síndromes mieloproliferativa ou mieloplásica.

[Fonte: Residência Médica - Universidade Estadual de Campinas, 2003]


Alternativa D

Trata-se de uma mulher jovem que apresenta uma anemia microcítica que não respondeu à
reposição de sulfato ferroso. Tem história familiar positiva para anemia (mãe e tia). No hemograma, chama atenção a acentuada microcitose (VCM= 66fL). Qual o diagnóstico? É só lembrar das duas causas mais comuns de anemia microcítica com este grau de microcitose « 72fL): ferropriva e talassemia. Esta anemia pode ser ferropriva? O fato de não ter respondido a 2 comprimidos/dia por 2 meses de sulfato ferroso não descarta de forma alguma anemia ferropriva, por três motivos básicos: (1) o sulfato ferroso está sendo reposto em subdose (a dose inicial é 200mg 3 vezes ao dia), (2) a perda sangüínea crônica pode ser alta o bastante para manter um balanço negativo de ferro mesmo durante a resposição de sultado ferroso, (3) pode haver má-absorção (doença duodeno-jejunal). Para tirar esta dúvida, é obrigatória a solicitação de ferro sérico, TIBC e ferritina, todos colhidos após a suspensão do sulfato ferroso. Além desses motivos, a trombocitose (aumento de plaquetas) desta paciente é um dado sugestivo de anemia ferropriva... Mas qual seria uma outra hipótese diagnóstíca para esta paciente? Que tal uma talassemia? Uma talassemia beta minor pode se comportar exatamente assim: anemia leve, com acentuada microcitose e que não responde à reposição de sulfato ferroso. A história familiar positiva fala ainda a favor deste diagnóstico... Sem dúvida, ele deve ser pesquisado. O exame de escolha é a eletroforese de hemoglobina. Ficaremos com a opção D. Um adendo: nem a anemia ferropriva, nem as talassemias justificam a leucopenia desta paciente.
Aliás, leucopenia não está associada a nenhuma anemia microcítica...

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