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Critérios Laboratoriais para Síndrome HELLP

São critérios laboratoriais para o diagnóstico da Síndrome HELLP:
A) Desidrogenase láctica igual ou maior que 600 U/L e esquizócitos no sangue periférico.
B) Hemoglobina abaixo de 10mg% e níveis pressóricos superiores a 160 x 110 mmHg.
C) Aspartato aminotransferase maior ou igual a 35 U/L e bilirrubina total maior que 1,2
mg/dL.
D) Plaquetas abaixo de 100.000 mm3 e ácido úrico maior que 5,5 mg/dL.
Residência Médica 2009 - Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN

Alternativa A

A história da Síndrome HELLP começou em 1954, quando Pritchard notou um padrão laboratorial em paciente com Pré-eclampsia que aumentava o risco de Toxemia Gravidica. Porém só em 1982 Louis Weinstein padronizou a tríade laboratorial que constitui a síndrome HELLP acrônimo que reúne as primeiras letras de cada um dos principais sinais clínicos em inglês:
H - Hemólise, do inglês: Hemolytic anemia;
EL - Enzimas hepáticas elevadas, do inglês: Elevated Liver enzymes;
LP - Baixa contagem de plaquetas, do inglês: Low Platelet count;

A Síndrome HELLP é portanto um quadro laboratorial que indica um risco aumentado de pacientes com pré-Eclampsia evoluirem para um quadro grave de hemorragia.
Na literatura não existe unanimidade em relação aos valores dos parâmetros laboratoriais que definem a síndrome HELLP. Assim, Sibai1 e Audibert et al.2 propuseram uma padronização para os mesmos, que foi adotada pelo Ministério da Saúde, em que se define a hemólise pela redução do hematócrito:

  • Esquizócitos no esfregaço de sangue periférico
  • Elevação da bilirrubina sérica total (≥1,2 mg%)
  • Aumento da desidrogenase láctica sérica (≥600 UI/L).
  • Elevação da Transaminase Glutâmico-Oxalacética (≥ 70 UI/L)
  • Plaquetopenia inferior a 100.000/mm3


Voltando a questão, a Alternativa A (correta) trás dois destes critérios verdadeiros. A alternativa B está incorreta, pois os níveis de hemoglobina não está entre os critérios para determinação da Síndrome, nem os níveis da pressão arterial. A alternativa C está incorreta, pois o nível de TGO deve ser maior ou igual a 70.
A alternativa D está errada, pois o ácido úrico não é critério na síndroma HELLP.

1. Sibai BM. The HELLP syndrome (hemolysis, elevated liver enzymes, and low platelets): much ado about nothing? Am J Obstet Gynecol. 1990;162(2):311-6.
2. Audibert F, Friedman SA, Frangieh AY, Sibai BM. Clinical utility of strict diagnostic criteria for the HELLP (hemolysis, elevated liver enzymes, and low platelets) syndrome. Am J Obstet Gynecol. 1996;175(2):460-4.

OBS: transaminase glutâmico oxalacética, também chamada de aspartato aminotransferase e antigamente chamada de transaminase glutâmico-oxalacética

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