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Mostrando postagens de março, 2017

Descompensação Diabética com Comorbidades Associadas

Um homem obeso de 60 anos foi admitido no hospital com quadro de pneumonia. Ele não havia realizado nenhum atendimento médico nos últimos 3 anos e negava história prévia de diabetes. Nos exames laboratoriais a glicemia ao acaso foi de 214 mg/dL. Nas 48h seguintes a glicemia capilar permaneceu entre 160-180 mg/dL em jejum e 230-260 mg/dL nos outros horários do dia. Além de modificar a dieta e tratar a pneumonia, qual seria a conduta mais adequada segundo as recomendações recentes? A) Iniciar insulina regular para manter glicemia entre 80-140 mg/dL. B) Iniciar hipoglicemiante oral para manter glicemia entre 140-180 mg/dL. C) Iniciar insulina basal e insulina de ação rápida para manter glicemia entre 140-180 mg/dL. D) Iniciar insulina basal e insulina de ação rápida para manter glicemia entre 80-140 mg/dL. Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia -  2016 Alternativa C A hiperglicemia não controlada em pacientes com comorbidades está relacionada a piores prognós...

Tríade de Whippler

Um paciente previamente assintomático, 40 anos de idade, é atendido com letargia e confusão. Ele apresenta baixos níveis de glicose e sofreu três crises convulsivas enquanto estava em observação. Uma tomografia computadorizada revela uma massa de 2 cm na cauda do pâncreas. Qual dos seguintes tratamento é o indicado para este paciente? a) Administração intravenosa de 5-fluorouracil. b) Pancreatoduodenectomia c) Pancreatectomia total d) Pancreatectomia distal Alternativa D Insulinoma é suspeitado em um paciente com hipoglicemia sintomática em jejum. Os sintomas de hipoglicemia incluem letargia, confusão e convulsões. A tríade de Whipple deve ser atendida para atender aos critérios de hipoglicemia verdadeira. Estes são 1. Sintomas e sinais de hipoglicemia; 2. Glicose plasmática concomitante de 45 mg / dL ou menos; E 3. Reversibilidade dos sintomas com administração de glicose A maioria dos insulinomas é benigna e é melhor tratada com enucleação se pequena. Os insulinomas maio...

Lesão Única em Vulva

Mulher de 24 anos, solteira, procurou a UBS queixando-se da presença na vulva de lesão há uma semana. Relatou que no início apresentou mácula e que evoluiu para pápula e a seguir formou a lesão. Esta ao exame clínico era única, indolor, fundo limpo, bordas endurecidas e elevadas. Esse quadro caracteriza infecção por a) Herpes vírus. b) Papiloma vírus. c) Treponema. d) Clamídia. Fonte: Prova de Revalidação de Diploma Médico - UFMT 2015   ⇓   Resposta Abaixo ▽ ▽ ▽ ▽ ▽ ▽ ▽ ▽ ▽ ▽ Alternativa C A Sifilis é uma DST que tem como agente causador o Treponema palidum Esse quadro caracteriza infecção a) Secundária. b) Terciária. c) Primária. d) Congênita. ▽ ▽ ▽ ▽ ▽ ▽ ▽ ▽ ▽ ▽ Alternativa C Diante desse quadro, deve-se prescrever a) Penicilina G Benzatina 2.400.000 UI, via IM. b) Penicilina G Benzatina 4.800.000 UI, via EV. c) Penicilina G Benzatina 1.200.000 UI, via IM. d) Penicilina G Benzatina 7.200.000 UI, via EV. ▽ ▽ ▽ ...

MODY 3

Em relação ao MODY 3: a) Forma incomum de MODY, sendo identificada apenas em caucasianos. b) Raramente os indivíduos afetados por essa forma de MODY apresentam complicações crônicas do diabetes. c) Fisiopatologia similar ao MODY 1 uma vez que HNF-4 regula a expressão do HNF-1 d) Causado por mutações no gene HNF-4 a e) Menos de 50% dos indivíduos afetados apresentam diabetes manifesto, ocorrendo principalmente nos indivíduos obesos. Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia - 2009 Alternativa C O diabetes tipo MODY ( Maturity-Onset Diabetes of the Young ) é um subtipo da diabetes Mellitus, caracterizado por manifestação precoce (em geral abaixo dos 25 anos de idade) e com transmissão autossómica dominante (determinada em pelo menos três gerações). Corresponde a um defeito primário na secreção da insulina, associada a disfunção na célula β pancreática. Assim, as premissas necessárias para o diagnóstico de diabetes tipo MODY são: Diagnóstico efetuado antes ...

Cetoacidose Diabética

Na cetoacidose diabética: a) A produção hepática de glicose aproxima-se do seu ponto máximo quando a glicemia atinge valores entre 300 e 500 mg/dl. b) Entre os hormônios contra-reguladores da glicemia o glucagon desempenha o menor papel na patogênese da CAD desde que os seus níveis estão suprimidos nessa condição. c) A acidose metabólica resulta basicamente do aumento dos ácidos graxos livres, do lactato e dos ácidos orgânicos. d) A hiponatremia, o edema cerebral e a rabdomiolise são eventos pouco prováveis na CAD. e) A utilização de solução fisiológica diluída ao meio sempre deve ser a opção inicial no tratamento porque a hiperosmolaridade é uma achado frequente nas fases iniciais dessa condição. Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia - 2009 Alternativa A Na cetoacidose diabética, a maior produção hepática de glicose (gliconeogênese) se dá na faixa de glicemia entre 300-500mg/dL. Os níveis de glucagon estão elevados na CAD. A acidose metabólica resulta princ...

Diabetes e Doenças Autoimunes

Quais as doenças autoimunes mais comumente associadas ao DM1? a) Vitiligo, ooforite e Doença de Graves b) Miastenia gravis, doença celíaca, alopecia c) Tiroidite de Hashimoto, artrite reumatóide e adrenalite d) Tiroidite de Hashimoto, doença celíaca, adrenalite e) Adrenalite, Miastenia Gravis e Doença de Graves Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia - 2009 Alternativa D As doenças autoimunes mais comuns associadas ao DM1 tem a seguinte incidência: Doença Celíaca (5,4%), Tireoidite de Hashimoto (1,4% - 5%), anemia perniciosa (1,4%), adrenalite autoimune (0,5%), doença de Graves (0,5%). Ooforite autoimune pode ocorrer como parte da Síndrome Poliglandular autoimune tipo II, porém a associação com DM1 é de incidência baixa. Miastenia gravis, artrite reumatóide, vitiligo e alopecia são doenças autoimunes que podem se associar ao DM1, porém com menor frequência em relação às outras patologias citadas.

Inibidores da DPP4

Os inibidores da DPP4 tem como característica de ação a) aumentar a ação do GLP-1, inibindo sua degradação enzimática. b) agir como agonistas do receptor de GLP-1. c) agir como análogo do GLP-1, mas resistindo à inativação enzimática. d) aumentar a secreção de glucagon nas células alfa pancreáticas. e) reduzir a secreção de insulina pelas células beta pancreáticas. Questão do TEEM Comentário: Os inibidores da DPP4 são representados pelos medicamentos saxagliptina (onglyza ® ),  Vidagliptina (Galvus®) , sitagliptina (Januvia ® ). Como o próprio nome diz, eles atuam inibindo a DPP-4 ou DPP-IV ( enzima dipeptidilpeptidase 4). Esta enzima atua inativando o GLP-1 nativo. Assim ao inibir a DPP-4 ele aumentam a ação da GLP-1. (ref:  http://www.diabetes.org.br/ebook/component/k2/item/54-capitulo-02-aspectos-gerais-do-uso-terapeutico-dos-incretinomimeticos-dos-inibidores-da-dpp-iv-e-dos-inibidores-da-enzima-sglt-2) Alternativa A

Doença de Graves x Tireoidite

Qual teste diagnóstico diferenciaria a possibilidade da doença de graves  de uma tireoidite? a) tamanho crescente do bócio; b) aumento da absorção de iodo radioativo; c) diminuição dos níveis de T4 c) diminuição da absorção de iodo radioativo Um aumento na absorção de iodo radioativo seria um sinal de Doença de Graves, já que esta é uma patologia funcional. Ao contrário da tireoidite onde há destruição por processo auto-imune tornando o tecido não funcional. Alt B

Acromegalia

Um dos sinais da Acromegalia é o espessamento do coxim gorduroso plantar no nível do calcâneo. Em qual das medições abaixo podemos afirmar que é um sinal de acromegalia: a) 5mm. b) 10mm. c) 20 mm. d) 30 mm. A medição do coxim gorduroso do calcanhar é um exame comum e de fácil acesso para pesquisa de Acromegalia. Quando esse achado é maior que 25 mm, ele é consistente para acromegalia